
O que é?
A síncope vasovagal, também chamada de síncope reflexa, é a causa mais comum de desmaio. Ela ocorre devido a uma resposta exagerada do sistema nervoso autônomo, levando a uma queda súbita da pressão arterial e, em alguns casos, da frequência cardíaca, reduzindo temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro.
Apesar de geralmente ser uma condição benigna, episódios recorrentes podem prejudicar significativamente a qualidade de vida e aumentar o risco de quedas, acidentes e traumatismos físicos relacionados às quedas, o que leva à necessidade de tratamento preventivo.
Quais situações podem desencadear os episódios?
Os desmaios costumam ocorrer em situações como: permanecer muito tempo em pé, ambientes quentes e fechados, dor intensa ou estresse emocional, jejum prolongado, desidratação, levantar-se rapidamente, excesso de álcool e/ou privação de sono ou fadiga.
Quais os sintomas de alerta?
Muitos pacientes apresentam sintomas antes do desmaio, chamados pródromos, como: tontura, escurecimento da visão, sudorese fria, náuseas, sensação de calor, fraqueza, palidez e zumbido nos ouvidos. Reconhecer esses sinais precocemente é muito importante para evitar quedas.
O que fazer ao sentir os sintomas?
Ao perceber os sintomas iniciais: deite-se imediatamente, se possível; ou sente-se e coloque a cabeça entre os joelhos; contraia fortemente os músculos das pernas, braços e abdome; cruze as pernas e faça força muscular e evite permanecer em pé até melhora completa. Essas medidas podem impedir a progressão para perda da consciência.
Quais as medidas mais importantes no tratamento?
1. Hidratação adequada: O aumento da ingestão de líquidos é uma das medidas mais eficazes no tratamento da síncope vasovagal. Na maioria dos pacientes, recomenda-se cerca de 2 a 3 litros de líquidos por dia, salvo contraindicações médicas.
2. Aumento do consumo de sal: Em alguns pacientes, o aumento moderado do consumo de sal pode ajudar a manter a pressão arterial. Essa orientação deve ser individualizada e deve ser evitada ou utilizada com cautela em pacientes com: hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença renal e/ou retenção de líquidos.
3. Exercício físico regular: A prática regular de atividade física ajuda no condicionamento cardiovascular e melhora o controle autonômico. São especialmente recomendados: caminhadas, bicicleta, natação, Yoga ou outros exercícios aeróbicos regulares. Evitar longos períodos de sedentarismo é importante.
4. Manobras de contrapressão muscular: As manobras de contração muscular possuem boa evidência científica e ajudam a elevar temporariamente a pressão arterial durante os sintomas iniciais. Exemplos: cruzar as pernas e fazer força, apertar uma mão contra a outra, contrair braços e pernas vigorosamente.
5. Evitar fatores desencadeantes, sempre que possível: evitar calor excessivo, evitar desidratação, não permanecer muito tempo parado em pé, levantar-se lentamente, evitar jejum prolongado.
Em alguns pacientes, pode haver benefício com: meias elásticas compressivas e dormir com a cabeceira levemente elevada.
Existem medicamentos?
A maioria dos pacientes melhora principalmente com medidas comportamentais. Em casos selecionados e persistentes, algumas medicações podem ser utilizadas. O benefício dessas medicações é variável e deve ser avaliado individualmente pelo médico assistente.
Marcapasso é necessário?
O implante de marcapasso é reservado apenas para casos muito específicos e selecionados, geralmente em pacientes com episódios graves associados a pausas cardíacas importantes documentadas.
Na grande maioria dos pacientes, medidas clínicas e comportamentais são suficientes para controle adequado dos sintomas.
Cardioneuroablação
Ablação Para Fibrilação Atrial e Outras Arritmias Complexas.

Mora longe e gostaria de uma opinião médica?
Participe do nosso programa de segunda opinião médica.
É simples, rápido e seguro.





